Capitulo VIII - A minha decisão
Todos os dias, a mesma hora eu comecei a ir a casa da sra. Minamoto tomar o pequeno-almoço com ela. Eu era a sua companhia pela manhã em quanto ela não ia para o Hotel. Gostava das suas torradas e o café que ela sabia fazer tão bem, gostava de ouvir as suas Histórias quando ela era uma jovem no Japão e o seu marido era um estudante de arte numa universidade em Ôta.
-Depois
namoramos com o meu pai ou o pai dele sempre em guarda – sorria ela – ao
princípio ele era repetitivo no assunto, falava sempre naquele lutador de Sumô
Português.
-
Como eu o compreendo – sorri eu ouvindo a sua História.
-
Depois casamo-nos numa cerimónia xintoísta, mesmo o meu pai ser um Budista
ferrenho, depois o meu marido ficou em casa e eu fui trabalhar no hotel, foi
ele que criou a Yui e foi um bom marido, até vir a doença – contou ela – nós
nunca estamos preparados para este tipo de doença, ele era tão novo.
-
Falemos de coisas felizes – tentei eu mudar de assunto ao ver a sua repentina
tristeza – estou a pensar ir ao Japão.
-
Fazes bem, tu gostaste mesmo de lá estar – disse ela – fala com o Takeshi ele
irá dar-te abrigo.
-
Minha mãe não gosta da ideia – olhei para ela – por causa das minhas repentinas
viagens por esta Europa e não ter dado notícias durante meses.
-
A Yui nunca faria isso, nem sei como ela conseguiu ir longe nos estudos –
falava a Sra. Minamoto da filha toda orgulhosa – ela odiava ir de autocarro,
mas ela era tão corajosa que isso não era problema para ela. – A Sra. Minamoto
levantou-se guardando as canecas e os pratos e pôs no lava louça e disse feliz
– soube bem falar contigo meu amigo, mas agora vou para o Hotel, pelo menos
distraio a cabeça.
-
Eu vou a consulta do Dr. Tomás, e já estou atrasado.
A
Sra. Minamoto foi ao quarto buscar o casaco e despedimo-nos a entrada do
prédio, eu ia entrar no carro quando ela me chamou e deu-me um conselho.
-
Lorenzo vai para o Japão, vai te fazer bem mudares de ares.
-
Obrigado pelo o conselho Sra. Minamoto.
Acordei da minha sesta de tarde, a
minha cabeça a começou logo a pensar na sessão do Dr. Tomás Pinto quando falei com
ele da minha ida para o Japão e ele disse para ter um pouco de calma e tentar
falar com os meus pais e amigos sobre a minha decisão. Peguei no telemóvel em
cima da mesinha de cabeceira e liguei para o Baruto, agora casado com a Fátima,
já não viajava tanto por causa do emprego. Agora trabalhava no escritório como
um bom pai de família de via de ser, ele atendeu logo:
-
Sim Lorenzo, fala rápido porque estou a trabalhar.
-
Preciso de um conselho teu é daqueles conselhos que pode mudar a minha vida.
-
O que foi, vais procurar a Michelle e deixar mais uma vez os teus pais
preocupados?
Odiava
quando o Baruto era direto nas conversas e não punha a mão na minha cabeça
dizendo que estava a fazer a coisa correta, eu então falei a minha verdadeira
razão para querer um conselho seu.
-
Isto não tem nada a ver com a Michelle, ela não quer ser encontrada e eu
respeito isso – disse eu triste – Sabes que eu gostei do bairro da Yui lá no
Japão e só voltei por causa dos meus pais não sabes?
-
Sim! – Baruto tinha compreendido tudo – tu queres saber a minha opinião se
deves ou não voltar para o Japão? O que os teus pais devem pensar da tua
opinião? Não é mim que deves perguntar, mas sim a eles, mas tu és adulto e
vacinado quem deve decidir és tu. A Pergunta que se coloca aqui é, tu Lorenzo
queres ir?
Agradeci
o conselho do Baruto e fiquei a pensar no que ele me tinha dito, comprei um
bilhete por agora só de ida para o Japão e fiz uma mala para uns meses e
perguntei ao Takeshi pelo o Messenger se podia ir para casa dele no bairro de
ôta e depois com a sua autorização falei com os meus pais que foram contra,
eles eram sempre contra as minhas decisões malucas mas desta vez estava
decidido.

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