Capitulo X - Conheço a pequena Yui - Parte 2

 

        Os fantasmas do passado tinham regressado ao Takeshi naquele momento, talvez por minha culpa por ter falado na Yui, algo aconteceu no terrível acidente em Sendai e ele nem ao psicólogo contou o que aconteceu.

        - Eu sou mesmo parecida com ela – disse a pequena Yui não cabendo em si – como posso ser parecida com ela?

    - Yui não diga parvoíce. – disse Takeshi sem jeito e aflito.

   - Talvez a Yui para nos dizer que tudo vai correr bem tenha reencarnado em ti pequena Yui. – disse eu para melhorar o ambiente.

      - Em mim, que fixe. – disse ela voltando a olhar para a foto – já que somos parecidas.

        Depois de o ambiente melhorar e o Takeshi relaxar, a Yui contou-me feliz:

      - Vais gostar de ficar connosco, uma vez um amigo do pai o Suneo ficou aqui e foi tão fixe, mesmo ele pensando que era chique ahahah.

     Mais tarde o Takeshi me levou para o meu antigo quarto que fiquei da primeira vez, que na realidade era o escritório dele.

       - Não se importa de dormir no meu escritório?

    - Qualquer lugar serve para mim Takeshi-san.

    - Notei que é Budista. – disse Takeshi mostrando-me aonde estava o colchão e os cobertores e almofadas – pela maneira como falou em reencarnação a pequena Yui.

      - Sim sou. – disse eu feliz – mas se não gostar que fale nisso eu não mais tocarei no assunto.

      - Podes falar, eu também o sou além de Xintoísta, só que ainda me custa falar sobre a Yui.

     - Me desculpe então, quando tiver pronto falara.

    - Aqui está o que precisa para esta noite, vou fazer o jantar a minha esposa está quase a chegar, fique a vontade.   

    - Obrigado. – agradeci eu.

     Takeshi caminhou pelo o corredor, teve visões do acidente de assolou o Japão e entrou no seu quarto e fechou a porta e se deitou e disse chorando:

          - Eu não tive culpa! A culpa não foi minha!

       Eu encostado a parede do escritório ouvia tudo, queria ir lá e falar com ele, mas me deixei estar, quando entrou a Yui e eu levei-a lá para baixo e ela perguntou:

        - Viu o pai?

    - Pai está descansando. – respondi eu – vamos dar um passeio, queres ir?

    - Sim tio Lorenzo. – disse ela correndo a minha frente eu olhei para a porta fechada do seu quarto e disse sem ter a probabilidade de ele me ouvir.

      - A culpa não foi tua Takeshi, nunca te esqueças disso.




 

 

 

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