Capitulo IX O grupo de jovem com sindrome de Asperger tem agora um novo líder
Fui ao meu grupo de Asperger dar a
notícia que ia passar um bom tempo no Japão, sentei-me a roda deles a onde na
parede tinha uma cruz de madeira. Todos queriam falar de si dos seus problemas
ao carregar a síndroma de Asperger, levantei-me e falei primeiro:
-
Malta eu no sábado vou viver para o Japão e não sei quando volto.
-
O que vais fazer no Japão? – perguntou a Teresa.
-
Vou prestar homenagem a família da Yui para poder ter paz. – respondi eu feliz,
mas ao mesmo tempo triste.
-
Que cidade do Japão vais? – voltou a perguntar a Teresa curiosa.
-
Vou para Tóquio para um simpático bairro chamado Ôta.
-
Quando voltas? – voltou a perguntar a Teresa
-
Não sei, só quando tiver em paz comigo mesmo.
-
Quem irá ser o nosso líder quando tiveres fora Lorenzo? – perguntou o Rui
baloiçando de um lado para outro na cadeira – sem líder andamos desorientados,
sem líder não somos ninguém.
-
Oiçam, vocês não precisam de líder – disse eu olhando para todos a sua volta –
vocês vêm aqui como fazem todas as quartas feiras, falam dos seus problemas e
tentam em conjunto resolvê-los e eu prometo regressar.
-
Eu ainda tenho o problema com o meu patrão – disse a Beatriz levantando a mão –
ele já sabe que tenho autismo, mas pega sempre comigo, grita, bate com a mão na
minha secretaria – ela ficou muito seria a mexer nas mãos uma na outra – eu não
sei o que fazer, Lorenzo pela ultima vez podes me ajudar.
Eu
vi que não era só o líder daquele grupo, mas sim o salvador dos seus problemas,
então resolvi o problema da Beatriz e também soube escolher quem seria o líder
deles, aquele que os aconselharia melhor do que eu. No mesmo dia antes da
sessão acabar apresentei o grupo ao Dr. Tomás Pinto ao grupo:
-
Malta este é dr. Tomás Pinto, podem trata-lo só por Tomás (que ele não se
importa) ele é psicólogo, o meu psicólogo e percebe mais do vosso assunto do
autismo – sorri – ele será o vosso líder
até eu regressar.
-
Olá a todos eu sou o Tomás – disse o Dr. Tomás
-
Olá Tomás – disseram todos em conjunto.
Tinha
deixado o meu grupo em boas mãos por isso sai da sala e entrei no carro e fui
dar uma volta a praia.
Chegou o dia da viagem, o Baruto
voltou a dormir em minha casa e fomos direitos ao aeroporto Sá Carneiro e vimos
que pelas horas estava vazio, sentamo-nos num banco e o Baruto perguntou:
-
Como te sentes?
-
Nervoso, mas isso já passa. – respondi eu feliz.
-
Já sabes quem te vai esperar ao aeroporto?
-
Eu irei sozinho até a casa do Takeshi, eu memorizei o caminho. – respondi eu
sorrindo
-
Ok então.
Ouvimos
que o avião para Berlin ia partir, depois de Berlin partia para Tóquio, olhei
para o Baruto e abracei-o com força e disse comovido:
-
Vou ter saudades tuas.
- Hei, hei nós prometemos que não íamos fazer essas coisas de mariquices, ou já te esqueceste?
– disse ele sorrindo também quase a comover-se – Agora lá em Tóquio não faças manobra perigosa ou não te posso ir buscar.
-
Cala-te – disse eu e prometi – prometo ligar logo que chegar.
-
Ok, agora vai ou perdes o avião.
Acenei
mais uma vez para o Baruto e parti para uma nova vida, uma nova oportunidade.

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